A figura do CFO evoluiu nos últimos anos de um gestor de recursos financeiros responsável pela administração e contabilidade da empresa, para um impulsionador de negócios no qual os membros da administração confiam para a tomada de decisões.
Susana Costa, Head of Finance da Talentis Lisboa, partilha a sua análise do perfil atual de um CFO e como será o CFO do futuro.
A transformação do perfil do CFO (Chief Financial Officer) está intimamente ligada às mudanças no ambiente de negócios. Em um mundo cada vez mais complexo e globalizado, as empresas precisam de líderes financeiros que não sejam apenas conhecedores de números, mas também entendam o panorama geral do negócio e sejam capazes de tomar decisões estratégicas.
A liderança digital é particularmente importante para os CFOs que devem acompanhar suas empresas nos planos de transformação digital. Por isso, devem focar-se em ser mais inovadores e atualizados com as mais recentes tecnologias e tendências, de forma a poderem monitorizar de forma exaustiva e constante as métricas financeiras, facilitando assim a tomada de decisão.
Visualizadores de dados, dashboards e relatórios gerenciais tornam-se ferramentas necessárias para identificar oportunidades de melhoria e crescimento, bem como para antecipar qualquer cenário de instabilidade.
"O CFO de hoje deve ter a capacidade de fornecer soluções atuais e futuras que enriqueçam as estratégias de negócios, antecipando as necessidades da empresa e as mudanças socioeconômicas que podem afetar a sua atividade", diz Susana.
"Por um lado, o CFO deve ser um parceiro estratégico e de negócios, por isso deve ser capaz de transformar dados financeiros em informações úteis para todos os níveis de uma empresa. O CFO tem agora um papel transversal, com objetivos alinhados com as diferentes áreas de negócio, e com a capacidade de influenciar as decisões globais da empresa", acrescenta Susana.
As empresas precisam entender a importância da gestão financeira assumir funções não tradicionais, como a implementação de ESG e compliance
Uma das áreas em que o CFO assumiu novas funções é a implementação de critérios ESG (Environmental, Social and Governance). Com a crescente consciência da importância da sustentabilidade e da responsabilidade corporativa, as empresas estão a adotar políticas e práticas que levam em conta não apenas os aspetos financeiros, mas também os impactos ambientais e sociais das suas operações.
Nesse sentido, o CFO desempenha um papel fundamental para garantir que a empresa cumpra os padrões éticos e legais e para integrar as estratégias ESG na tomada de decisões financeiras.
A título de conclusão, Susana declara: "Do ponto de vista do talento, esta evolução de funções é um desafio, uma vez que vivemos um tempo em que as empresas exigiam estes perfis, mas o mercado estava habituado ao perfil anterior, e precisou de um período de adaptação. Hoje em dia, as empresas que não promovem esta figura e a transformam num player empresarial, para além de um gestor, têm dificuldade em continuar o seu crescimento e ser competitivas".
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